sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Anovo.

Sigo cantando, tocando e dançando o fim de 2010, ano do final e do início, ano que descobri que posso tanto e quero tanto...
Adeus ano de libertação, de diversão, de trabalho e de alegria.
Tchau, querido ano.
Que em 2011 eu vou é ganhar dinheiro.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Lua nova.

Canto o fim do ano
alegre que canto
contente que mio
tranquila que tanto
do canto te espio.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Frescura.

Sonho em vão desfrutar da beleza de poder deixar de vez as amarras da sutileza e me agarrar na doce liberdade da grosseria disfarçada com graça no tom da zombaria.
Não me faça andar em ovos, com régua em punho tal qual espada, medindo as palavras, e secando a verdadeira arma, minha língua afiada.
Estou aqui pra dizer o que penso, e não me importar com o que você sente, pra quando você me dizer o que sente, te ferir com o que penso, daí quando quiser me ferir com o que pensas, ficarei aqui em silêncio com as dores do que sinto.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O velho e a moça (Risco Empresarial, parte II)

crise de autoridade
embuste de competência
mereço animosidade
pra aceitar a consequência

JULGO INVÁLIDA A REPRESSÃO.
EXPRESSO A JOVEM REBELDIA.
EXERÇO MASCARADA ESCRAVIDÃO.
E LUTO EM VÃO POR ALFORRIA.

Enterrada no buraco... obrigada a suportar...
desvio de prioridade... e não ver a luz do sol...
Não nego a insubordinação na hora de trabalhar,
enquanto o trabalho dele é falar de futebol.

*Para o chefe.

sábado, 2 de outubro de 2010

Primeiro andar, depois...

Já vou, será
eu quero ver
o mundo eu sei
não é esse lá

por onde andar
eu começo por onde a estrada vai
e nao culpo a cidade, o pai
vou lá, andar
e o que eu vou ver
eu sei lá

não faz disso esse drama essa dor
é que a sorte é preciso tirar pra ter
perigo é eu me esconder em você
e quando eu vou voltar, quem vai saber
se alguem numa curva me convidar
eu vou lá
que andar é reconhecer
olhar

eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou

Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim

eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou


Inicio, portanto, contagem regressiva. Que ano!

Taí, não consigo assimilar a capacidade de Amarante pra escrever coisas como essa, é irritantemente brilhante.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Noite insone.

Misturo aqui o presente e o passado
e me vem aqui uma dor no peito
de misturar aqui o belo e o feio
e me aquecer aqui um calor inesperado

Me diga você: já teve algo lindo em sua vida?
Já confundiu com as coisas horrorosas?
Já achou que nunca ia curar uma ferida...
Te digo eu que profundas são as nossas.

Sabe o conforto que me dá de não ter que escolher
e ao mesmo tempo que nada fere mais
não quero fugir nem negar nem saber se são iguais
os primeiros dias, que diferentes, em paz!
é isso, é isso que faz!
não dá pra querer nem saber nem fugir, dá pra ser.

Dá pra ser? Acho que dá.
Quer ir? Pois que vá.
Quer ficar? Dois.

Que no túnel, ainda que escuro, dá pra saber que é dia.
Que é surreal o bem que faz essa companhia.
De não andar sozinha nesse breu, de ter algo que é seu,
de tranformar uma noite insone, um dia de sol, um túnel escuro, em poesia.



(Tic-tac tic-tac pegadinha do malandro)

sábado, 18 de setembro de 2010

A Bêbada e o Equilibrista

Caía a noite feito qualquer dia.

Mas no centro um sol iluminava a madrugada
em colisões explosivas como estrelas
Era o encontro da poeta com a poesia.

Viu aquele poema em estado puro
um instante congelado no palco histórico
Enquanto ao redor se espalhava a boemia.

Aglomeravam-se infinitos espectadores da noite
Turistas, negros, analfabetos, amigos
E até família, quem diria.

Apreciando a bêbada fazendo a graça
Do equilibrista que voou pra casa
Se a boemia rima com a poesia eu diria que um dia
esse show tem que continuar.