Se são vozes que ouço
mas não são rostos que vejo
que rondam em minha frente são espectros
reflexos da minha imaginação
de fada
sonhando princesa
colegial
e adolescente
E jurando, sobrevive ao terror
é mocinha
Se são vozes devem ser os gritos
de mocinha
se não são rostos deve ser a falta
de mocinhos
ou bandidos
e anti-heróis.
E jurando, sabe se defender
é vilã
e voa.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Desculpas esfarrapadas
Dá cá a mão
vamo ali comigo
Cansei de esperar
e cansei de lutar
e já muito cansei de não entender
Então me segue
ou eu te sigo
entendamo-nos
e fica tudo bem
Dê então uma idéia
já que a minha não serve
Mostre então uma solução
já que estraguei tudo
Toma cá então minha mão
e me leva ali contigo
não espera mais não
e não briga mais não
e quem sabe eu lá fico com você
( e se der certo até aceito as desculpas dos farrapos dos outros imbecis )
vamo ali comigo
Cansei de esperar
e cansei de lutar
e já muito cansei de não entender
Então me segue
ou eu te sigo
entendamo-nos
e fica tudo bem
Dê então uma idéia
já que a minha não serve
Mostre então uma solução
já que estraguei tudo
Toma cá então minha mão
e me leva ali contigo
não espera mais não
e não briga mais não
e quem sabe eu lá fico com você
( e se der certo até aceito as desculpas dos farrapos dos outros imbecis )
quinta-feira, 1 de julho de 2010
E agora?
Eu posso crescer
e dar lição de moral
Ou posso encolher.
...e voltamos à programação normal.
Round one. Fight!
e dar lição de moral
Ou posso encolher.
...e voltamos à programação normal.
Round one. Fight!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
2x0
E esse vai pra você
caso um dia venha aqui
Pra falar da decepção
que me foi ir aí
De saber que no fim não era mesmo
nem perto homem pra mim
Que não passa de um menino
oprimido em clichês no fim
Tão bobo ao ponto de misturar
no espelho a busca de si
Tão burro que foi se enganar
traindo o que de cara vi
E o que é pior no que foi também engano meu
foi um dia me misturar ao que é seu
e guardar lembranças com meu raro cuidado
se não lembra nem meu nome
Nem minhas palavras
Nem nada que eu fiz
Nem nada que fomos
...com meu raro cuidado
Pra acabar num canto largado
dentro de uma caixa bagunçada
com outras emaranhada
definitivamente esquecida
porque talvez nem sequer lembrada
ou quiçá um dia vivida.
Pena de você, vencedor.
caso um dia venha aqui
Pra falar da decepção
que me foi ir aí
De saber que no fim não era mesmo
nem perto homem pra mim
Que não passa de um menino
oprimido em clichês no fim
Tão bobo ao ponto de misturar
no espelho a busca de si
Tão burro que foi se enganar
traindo o que de cara vi
E o que é pior no que foi também engano meu
foi um dia me misturar ao que é seu
e guardar lembranças com meu raro cuidado
se não lembra nem meu nome
Nem minhas palavras
Nem nada que eu fiz
Nem nada que fomos
...com meu raro cuidado
Pra acabar num canto largado
dentro de uma caixa bagunçada
com outras emaranhada
definitivamente esquecida
porque talvez nem sequer lembrada
ou quiçá um dia vivida.
Pena de você, vencedor.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Desafio parte 2
Eu já falei disso antes
Acho que você não ouviu
Ou talvez tenha feito vistas grossas
Que decepção se for mesmo desleixo
Como te chamarei?
Vejamos... que tal Deus?
Pra mim, melhor Destino.
Pra eles, será Vida.
Pois Vida,
sou melhor que você.
No meu eu, no íntimo, dentro dessa cabeça que me deu
tudo é mais interessante.
Quem lhe deu o poder de nos controlar
quando você tem tão pouco talento?
Até me faz acreditar que és único
porque nada concentrado em um só dá muito certo, não é verdade?
Por que não segmentar?
Se você é bom de paisagismo, meu caro
vá construir paisagens
Não se meta em meu caminho
Dá então meu roteiro pra alguém criativo
em roteiros
alguém como eu
alguém que crie uma coisa decente de se viver
E nem venha dizer que sou eu que estou fazendo ela assim
porque meu livre-arbítrio depende do dos outros
quem conecta é você, não é?
Eu sei que é, e é sem graça que só
Vida, minha vida,
tá me fazendo errado!
Entra aqui na minha cachola
veja que maravilha que tem aqui dentro
Pode roubar minhas idéias, não ligo
juro, não te processo
nem tô mais nessa de direito e tal
o que quero é que você trabalhe direito
Não tenho mais dúvida que sou melhor que você
em criar minha vida perfeita
em sonhar minha dores e amores
de um jeito mais certo que essa porcaria sua
Eu sei que és orgulhoso
Mas, ô, meu filho
Vai ser orgulhoso lá na p...
e Vem ser que nem eu aqui em casa
Esse texto, claro, não é poesia
Botei em estrofes pra te provocar
Escrevi, na verdade, pra te provocar
Que me supere.
Acho que você não ouviu
Ou talvez tenha feito vistas grossas
Que decepção se for mesmo desleixo
Como te chamarei?
Vejamos... que tal Deus?
Pra mim, melhor Destino.
Pra eles, será Vida.
Pois Vida,
sou melhor que você.
No meu eu, no íntimo, dentro dessa cabeça que me deu
tudo é mais interessante.
Quem lhe deu o poder de nos controlar
quando você tem tão pouco talento?
Até me faz acreditar que és único
porque nada concentrado em um só dá muito certo, não é verdade?
Por que não segmentar?
Se você é bom de paisagismo, meu caro
vá construir paisagens
Não se meta em meu caminho
Dá então meu roteiro pra alguém criativo
em roteiros
alguém como eu
alguém que crie uma coisa decente de se viver
E nem venha dizer que sou eu que estou fazendo ela assim
porque meu livre-arbítrio depende do dos outros
quem conecta é você, não é?
Eu sei que é, e é sem graça que só
Vida, minha vida,
tá me fazendo errado!
Entra aqui na minha cachola
veja que maravilha que tem aqui dentro
Pode roubar minhas idéias, não ligo
juro, não te processo
nem tô mais nessa de direito e tal
o que quero é que você trabalhe direito
Não tenho mais dúvida que sou melhor que você
em criar minha vida perfeita
em sonhar minha dores e amores
de um jeito mais certo que essa porcaria sua
Eu sei que és orgulhoso
Mas, ô, meu filho
Vai ser orgulhoso lá na p...
e Vem ser que nem eu aqui em casa
Esse texto, claro, não é poesia
Botei em estrofes pra te provocar
Escrevi, na verdade, pra te provocar
Que me supere.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Eu e a outra
Não me dê motivos que o surto é cruel
Sejas tu ou o mundo
seja a vida que crio ou o sonho que invento
É risco dos brabos, mexer comigo
Há o escudo da serenidade
vê essa limpidez no exterior
Não percebe que essa alma é atormentada
talvez pelas mais sombrias idéias
ou ainda imagens coloridas
O efeito é igual
tanto na hora de te mostrar a calmaria
como na tortura de sentir o desespero
Mestra em fingir
usar as duas caras
as múltiplas faces
e inúmeras dores
Cuidado se for cutucar
onça com vara curta?
quem sabe um leão adormecido?
Não.
Gêmeos.
Ascendente escorpião.
Sejas tu ou o mundo
seja a vida que crio ou o sonho que invento
É risco dos brabos, mexer comigo
Há o escudo da serenidade
vê essa limpidez no exterior
Não percebe que essa alma é atormentada
talvez pelas mais sombrias idéias
ou ainda imagens coloridas
O efeito é igual
tanto na hora de te mostrar a calmaria
como na tortura de sentir o desespero
Mestra em fingir
usar as duas caras
as múltiplas faces
e inúmeras dores
Cuidado se for cutucar
onça com vara curta?
quem sabe um leão adormecido?
Não.
Gêmeos.
Ascendente escorpião.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Ventos
ridiculamente estranhos
soprando, claro
nas frestas
e som agudo
soprano
do vento
Trazendo vozes
dizendo isto e aquilo
sabe como é?
dizendo coisas estranhas
nem tão ridículas
e fazendo bagunça
claro
no cabelo
nas roupas
nos brincos
nos olhos
manchados
emaranhados
amassadas
Nem é furacão
claro!
nem brisa
claro!
ventos estranhos
só ventos
soprando
soprano
nas frestas
nas festas
nas sestas
nas sextas
nas terças
todos os dias
desses tempos de vento.
Desses invernos.
soprando, claro
nas frestas
e som agudo
soprano
do vento
Trazendo vozes
dizendo isto e aquilo
sabe como é?
dizendo coisas estranhas
nem tão ridículas
e fazendo bagunça
claro
no cabelo
nas roupas
nos brincos
nos olhos
manchados
emaranhados
amassadas
Nem é furacão
claro!
nem brisa
claro!
ventos estranhos
só ventos
soprando
soprano
nas frestas
nas festas
nas sestas
nas sextas
nas terças
todos os dias
desses tempos de vento.
Desses invernos.
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