terça-feira, 21 de abril de 2009

E, sim, está chovendo.

I'll never let you see
The way my broken heart is hurting in me
I've got my pride and I know how to hide
All my sorrow and pain
I'll do my crying in the rain

If I wait for stormy skies
You won't know the rain from the tears in my eyes
You'll never know that I still love you so
Only heartaches remain
I'll do my crying in the rain

Raindrops falling from heaven
Could never take away my misery
Since we're not together
I pray for stormy weather
To hide these tears I hope you'll never see

Someday, when my crying is done
I'm gonna wear a smile and walk in the sun
I may be a fool but 'till then
Darling, you'll never see me complain
I'll do my crying in the rain

Since we're not together
I pray for stormy weather
To hide these tears I hope you'll never see

Someday when my crying is done
I'm gonna wear a smile and walk in the sun
I may be a fool but till then
Darling, you never see me complain
I'll do my crying in the rain ...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ruas de Brotas

Isso porque havia um quê de poesia na senhora dentro do mini-carro nas ruas de Brotas.
Havia um quê de magia em seu chapéu de palha redondo cor de rosa, uma coisa meio bruxa.
Havia uma vontade de ser escrita e descrita que saía da mãozinha aliançada gorducha pedindo passagem.

Isso porque havia um ar de desmiolada, um quê qualquer de alucinada que vinha daquele chapéu e das roupas coloridas setentistas.
Havia um quê de maga patalógica na amiga preocupadamente intelectualizada no banco carona.
Havia todo um mantra silencioso no conjunto, saindo dos óculos fundo de garrafa e do adesivo do batman dizendo tchau.

Isso porque havia um quê de tempo parado, de câmera lenta, de nostalgia, havia um não sei o quê naquele gurgel mini meio verde água peculiarmente pilotado, que apesar da malandragem da motorista transloucada, me fez dar a passagem nas ruas de Brotas, e, aqui, escrever.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Brinde à guerra.

Das profundezas mais remotas
surgem as mais sombrias esperanças
Uma desconfiança generalizada
espelhada no sopro de querer aceitar
Medo de ignorar as vozes ecoantes
insistentes de iludir a precaução

O que é esperar em meio à guerra?
Erguer dentro de um interior devastado
a bandeira branca de novo?
Quando a luta maior já se reflete
na figura que surge (mais do que nunca)
ESPLENDOROSA!
sedenta de destruição.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Março.

Uma pincelada de cinza em meio ao azul do céu
Uma brisa mais amena em pleno sono sudoral
Uma rajada de chuva para o relógio da semana
E um forró com chocolate embala o rítmo da região
Nota-se a sutil inclinação
nessa cidade imutável
Olhos observadores que veem
passar uma após uma
O tempo das estações
a cura dos corações
Curado? Não, mas já não está tão mal
Começo a colar meu coração
nessa canção outonal.

(Tentando me adaptar à reforma)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sobre velhas inspirações.

Serás uma dessas
gostando da rejeição

Apreciando a idéia
de servir de diversão

Será que não desejas
representar algo mais

Ouvir falar de amor
que dele se satisfaz

Contenta-se com a sina
de saciar o desejo

Tanto o seu quanto o dele
tanto do cheiro como do beijo

Aguentando em seguida
o peso amargo do 'não'

Serás uma dessas
gostando da rejeição?

Será que não lhe agrada
ouvir falar em saudade

Encarar esse estar
com aquela seriedade

Será que és usada
porque ousa também usar

Ou será que se sujeita
por sempre, demais, amar?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Começo. Fim. E volta.

E tudo em minha volta é volta.

Vivendo em princípios que partem de um mesmo lugar,
final afinal levando ao princípio.
Volta.

Vivendo enfim em fins, mortes e depois vindas,
idas e depois vidas.
Volta.

Vivendo em dúvidas e em dívidas, pagando e deixando pra lá
anunciando certezas e zeros.
Volta.

Vivendo em estacas zeradas e zeros de esquerda. Sem iniciar o que não parou, sem deixar o que não se deixa.
Volta.

E se no fim das contas descobre que continua contando, é volta. Não é fim.