domingo, 29 de agosto de 2010

Criminal

Me sequestra um sono bandido
mas eu, tirana, reajo

Corro dele pela sala e pelo quarto
me escondo na cozinha

Mas com sua arma ele me domina
e me desaba em cativeiro no travesseiro

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Não pergunte!

Não por isso vou revelar os planos
ninguém pode saber
então por que teimam em perguntar
é segredo! parem de querer
Para ti pode parecer normal
pode ser que seja natural
fazer esse tipo de revelação
como cantar uma música
pra se libertar
Pra mim está longe de poder contar
esses segredos que querem espiar
esse cofre que não quero abrir
É meu, deixem em paz
Sabe que não posso esconder pra sempre!
Vocês todos vão saber..
quando o futuro se fizer presente.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Doida de pedra. (3)

Mando uma piscada e um beijo
pra quem agora se fizer leitor
sem ter em mente o menor lampejo
que tanta trova esconde uma dor

Dor de quem se fez e se faz
escritora e sua fonte secreta
sem querer revelar jamais
seu louco objetivo e meta

Um conforto pra quem tá se fazendo doida
escrevendo por aí
enquanto escondido atrás da moita
está o mistério a se esvair.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

... (2)

Sopra então quem tá se fazendo vento
volátil se escapando desatento
se não fosse dono do orgulho felino
diria até que estava fugindo

Parece tão fácil pra esse fogo ser ar
e tão estupidamente se esgueirar
parece medo que a brisa te afague
e de repente esse fogo bobo se apague

Como se não fosse o ar que fizesse arder
como se a que é duas não quisesse se queimar
Como se essa fuga não fizesse doer
como se o rei tivesse medo de amar

sábado, 7 de agosto de 2010

Mala sem alça. (1)

Um abraço pra quem tá virando mistério
se esgueirando por aí
mas não pode estar falando sério
de realmente conseguir fugir!

Sabe que gosto de quebra-cabeças
de brincar de adivinhar
Cedo ou tarde te dou certezas
e acho o caminho pra te buscar...

Um alô então pra quem criou labirinto
que não cansa de tentar se esconder
que em breve chego e logo desminto
esse jeito chato de ser você.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Para a obsessão.

De onde veio? Não sei.
E como seguiu então, difícil dizer.
Mas chegou e se apossou, como uma sombra constante.
Como uma nuvem de chuva,
como neblina,
como o frio.
E quando olha em volta, e está tudo cinza
e quando se vê enfim, e está tudo cinza
esse abraço gelado e apertado, que não quer soltar
Suspira.
E olha pro alto.
O céu, que agora a pouco estava nublado, agora está azul.
Mas daqui a pouco chove de novo.
Cidade. Cidade que imita a vida. Cidade insuportável.
Cidade do Salvador. Pra quem espera que salve. Não para os impacientes, não.
E pra quem espera, ao contrário, um abraço leve e quente, sente.
E deixa pra lá a obsessão.
Da mão, e do braço quebrado. Descanso, dessa cabeça, de tudo que está pra vir.
É, deixa pra lá.
Vai passar.

domingo, 1 de agosto de 2010

DIFERENTE



En el mundo habrá un lugar
para cada despertar
un jardín de pan y de poesía

Porque puestos a soñar
fácil es imaginar
esta humanidad en harmonía

Vibra mi mente al pensar
en la posibilidad
de encontrar un rumbo diferente

Para abrir de par en par
los cuadernos del amor
del gauchaje y de toda la gente

Qué bueno che, qué lindo es
reírnos como hermanos
Porqué esperar para cambiar
de murga y de compás.